
domingo, 19 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
O amor antigo
O amor antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
Não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem
pede. Nada espera,
Mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
Feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
E por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o
tempo desmorona
Aquilo que foi grande e deslumbrante,
O antigo amor, porém, nunca fenece.
E a cada dia surge
mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
E resplandece no seu canto obscuro,
Tanto mais velho quanto mais amor.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Eternos momentos
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Após oito dias de sua partida sua falta é imensa; Antes sabia
que era apenas me deslocar e podia lhe abraçar, lhe falar; Hoje isso é
impossível e por isso o vazio é incalculável.
Somente ontem tive a oportunidade de ter acesso aos seus
objetos pessoais para minha alegria e até surpresa percebi que há anos mantinha
junto aos seus documentos pessoais, uma foto minha.
A alegria de saber que você existiu e fez parte de minha vida
faz-me forte para suportar a tristeza de sua ausência.
Essa luz viva que ilumina a estrada do passado mantendo vivas
as lembranças maravilhosas de nossa infância, o passar e o repassar das
memórias antigas me traz hoje saudades imensas dos momentos que passamos
juntos; Que foram muitos e que hoje ocupam uma cabana no meu coração.
A sua ausência me causa profunda tristeza, mas relembrar as alegrias
que você gerou é como se você aqui estivesse.
A vagarosa saudade e as silenciosas lembranças eternizam sua
presença e aos pouco esta dor se aquieta, se transforma em silêncio que espera pelos
braços da vida um dia reencontrar.
De repente deu-me uma saudade imensa daquele tempo em que
tínhamos menos preocupações, daquele tempo em que nossas mentes e almas estavam
dedicadas e dirigidas somente aos momentos bons que coloríamos os sonhos e nos direcionávamos
exatamente para onde queríamos ir.
Expoente muito mais do que digno da alma e autêntico
exponente da nossa cultura autor de uma obra atualmente rara, não expressa em
livros, mas, no abrir das cortinas da sua própria história.
Aprendeu com a luta, com a batalha a ser um grande homem ganhador,
escreveu sua história com princípios dignidade e honestidade.
Essa foi a maneira que encontrei de lhe homenagear e lembrar
para aqueles que leem isso que devemos aproveitar todos os momentos saboreando
cada instante pois não sabemos qual vai ser o último.
Obrigada por ter feito parte de minha
vida.
De sua irmã. Jô.
De sua irmã. Jô.
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