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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Museu Botânico de Curitiba


O Museu Botânico Municipal, no Jardim Botânico de Curitiba, tem amplo espaço para exposições, biblioteca e auditório. Possui um herbário de 310 mil plantas, mundialmente conhecido, com o maior número de gêneros e famílias de plantas no Brasil.
Foi criado em 1965, a partir da doação do acervo pessoal do botânico Gerdt Hatschbach. Sua primeira sede funcionou no Passeio Público. Somente em 1992 o Museu foi transferido para o Jardim Botânico.
Ao completar 45 anos, nesta segunda-feira (28), o Museu Botânico de Curitiba entra na era da tecnologia. Fundado a partir da coleção particular do botânico curitibano Gertd Hatschbach, o Museu Botânico de Curitiba está digitalizando a parte mais importante de seu herbário com um Herbscan, scanner de plantas desenvolvido especialmente para área botânica.

"O Museu Botânico é um motivo de muito orgulho para a cidade, tanto pela importância científica como pela conservação da memória ambiental do estado", destaca o prefeito Luciano Ducci.

Sem similar no mercado convencional, o equipamento - um dos três únicos existentes atualmente no país - é financiado por um projeto do Kew Garden de Londres e Mellon Fundation, do qual o Museu de Curitiba participa. O projeto está digitalizando as maiores coleções de typus (as plantas mais importantes dos herbários, usadas para descrever as espécies). O Museu de Curitiba conta com 2.160 typus que até agosto estarão digitalizados.

Depois de passar pelo Herbscan, a imagem da planta pode ser ampliada em alta definição, como se estivesse sendo vista através de uma lupa que aumenta o tamanho em duas mil vezes. "Dá pra ver detalhes mínimos como textura, cores e outros que podem passar despercebidos mesmo quando se está com a planta nas mãos", diz a bióloga Simone Massakuetto, responsável pelo projeto.

Os typus digitalizados serão disponibilizados no site www.alluka.com , e poderão ser consultados por pesquisadores do mundo todo. Os typus não podem ser emprestados, e quando os pesquisadores precisam consultá-los, devem se deslocar aos herbários de origem da planta. A digitalização evitará os deslocamentos dos pesquisadores.
No Brasil, além do Museu Botânico de Curitiba, atualmente participam do projeto o Instituto de Botânico de São Paulo e o herbário do Museu de História Natural do Rio de Janeiro. Outros herbários da América Latina também integram a rede digital que está sendo formada. Os herbários da África já foram digitalizados, e a meta até 2012 é digitalizar cerca de 200 herbários do mundo. Depois, o projeto será levado à Europa.
História

Com o quarto maior herbário do Brasil e o maior da flora paranaense, o Museu Botânico de Curitiba, que fica no Jardim Botânico, é formado por uma coleção, devidamente identificada, catalogada e conservada. Atualmente o Museu abriga 350.000 exsicatas (amostras de plantas secas e fixadas em cartolina), uma coleção de amostras de madeira (xiloteca) e outra de frutos (carpoteca). Muitas das espécies do herbário são raridades ou extintas na natureza.

Estima-se que entre 95% a 98% das espécies ocorrentes no estado do Paraná estejam depositadas no herbário do Museu Botânico Municipal, fato que o credencia como referência no projeto "Flora do Estado do Paraná". A instituição é a única do gênero na América Latina, mantida integralmente com recursos de um Governo Municipal.

O Museu curitibano desenvolve programa de permuta de material botânico mantendo intercâmbio com 207 instituições: 53 brasileiras e 154 internacionais. A coleção está identificada pelos mais conceituados especialistas, em suas respectivas famílias, gêneros e espécies, o que faz do Museu Botânico de Curitiba referência internacional na pesquisa da flora. Em média, a instituição recebe por ano a visita de 400 pesquisadores.

Além do número expressivo de coletas realizadas no Paraná, o acervo possui espécies das mais variadas regiões brasileiras devido às constantes viagens dos pesquisadores aos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Goiás, Tocantins, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, incrementando anualmente o acervo em cerca de 15.000 novos exemplares.

O Museu Botânico foi fundado em 28 de junho de 1965, quando o botânico curitibano Gerdt Hatschbach doou a Curitiba seu acervo de 18 mil exsicatas (amostras de plantas secas e fixadas em cartolina), e uma biblioteca técnica de botânica com três mil volumes. Com 82 mil coletas feitas ao longo de seus 86 anos, Hatschbach é o terceiro maior botânico do mundo em número de coletas.

A primeira sede do Museu Botânico funcionou no Passeio Público até 1975, sendo transferida para o Horto Municipal do Guabirotuba. Em setembro de 1992, com a implantação do Jardim Botânico, o Museu ganhou um espaço de 1.450 metros quadrados para a instalação de sua nova sede.

Até hoje o Museu Botânico funciona como um anexo do Jardim Botânico e conta com salão para realização de exposições temporárias, auditório para palestras e conferências, exposição permanente com atividades de Educação Ambiental, um herbário construído com os padrões internacionais e uma biblioteca com farto material de pesquisa.

Na biblioteca encontram-se importantes publicações nacionais e internacionais especializadas em taxonomia botânica, além de ter sua própria publicação, o Boletim do Museu Botânico Municipal.

No herbário do Museu estão depositados importantes e antigas coleções da flora paranaense, como por exemplo: Per Karl Hjalmar Dusén (1901-1916), Rudolf Lange (1903-1918), Aroldo Frenzel, Günter Tessmann (1943-1955), Luiza Thereza Dombrowski (1963-1992), e Gerdt Guenther Hatschbach (1937). Neste acervo estão incluídos também exemplares coletados por botânicos no início do século XIX.
Fonte: Agora Paraná.

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